Meu caminho é feito de uma alma com pés valentes, mesmo quando cansados arriscam mais um passo. É essa doce valentia que me trouxe até aqui.

quarta-feira, 9 de março de 2011







 
"Zé: Vortô pra ficá, né?

Maria: Não, achu qui minha sina é sempre caminhá

Zé: Tu carece é di criar raíz minina

Maria: Num fala assim Zé, eu sinto qui andei, andei, andei e num cheguei a lurgá nenhum, sinto qui um tanto di coisa eu perdi e um tanto di coisa eu num consegui achá... Vivê é assim mermo Zé? Essa coisa doida qui muda sempre? A separação di quem a gente quer? Andança sem pará Zé? Parece tudo sonho. Vivê é isso Zé? E o amô Zé, quando é di verdade? E filicidade Zé, quando é de verdade?

Zé: Ói, a filicidade é o contrai do amô né? A filicidade...

Maria: E na vida Zé, o que vem dipois da morte?

Zé: Num sei. A gente só sabi perguntá, num sabe responder não

Maria: Acho que meu distino é sempre fazer o caminho di vorta.

Adeus Zé!

Zé: Mas será pussivi minina qui nossa sina seja sempre si dispidi

Maria: É não Zé! Nossa sina é sempre si incontrá."



Hoje é dia de Maria








“Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você; Amanhã tudo volta ao normal; Deixa a festa acabar, deixa o barco correr.”


- Chico Buarque.
 
 
 
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário